Como atua o fator psicológico nos esportes de risco?
2 setembro 2010 por Duddu sob MundoTags: analise, artigo, ensaio, estudo, medo, psicologia
O doutor Miguel Lucas escreveu um brihante artigo a respeito da relação do fator psicológico com a prática de esportes de risco. Para concluir o seu texto, ele se baseou nas descrições das sensações e análises de comportamento de atletas de atividades como: escalada de grandes altitudes, mergulho de profundidade, pára-quedismo, queda livre, surf, moutain bike, snowboard, parkour, rapel australiano, rafting…
O resultado alcançado é nada mais nada menos do que uma sonda na mente dos praticantes de Parkour. Vários dos questionamentos que ele se propôs a responder são exatamente os mesmos que os tracers se fazem diariamente. Entre eles destaco:
- A relação entre uma boa performance e um baixo rendimento
- Como o atleta consciente de suas habilidades encara os desafio e riscos propostos pela atividade
- A capacidade de desenvolvimento do controle das emoções através da repetição e de um sistema de treino
- A forma como o corpo torna-se dependente da prática da atividade de risco (vício)
- Como o atleta consciente de suas habilidades encara os desafio e riscos propostos pela atividade
- A capacidade de desenvolvimento do controle das emoções através da repetição e de um sistema de treino
- A forma como o corpo torna-se dependente da prática da atividade de risco (vício)
Destaquei também algumas passagens interessantes:
“Ao executarem as técnicas e gestos específicos associadas a cada modalidade dos desportos radicais, os atletas atingem um estado que na psicologia desportiva chamamos de Zona de Desafio: quando o atleta se encontra bem preparado, pronto para a execução e os seus recursos são suficientes, podendo ser recrutados quando necessário e ser usados de forma eficaz cumprindo as exigência da tarefa.”
“Os desportos de alto risco diferem de outros desportos, dado que os participantes enfrentam conscientemente o risco de lesões graves e até a morte quando as decisões acertadas ou o equipamento falham.”
“Nós olhamos para uma situação de risco e sabemos que se estivéssemos (naquela situação), estaríamos fora de controle. Mas a partir da perspectiva destes atletas, eles têm muito controle sobre a situação.”
Tudo isso e muito mais ao alcance do seu clique: ler o artigo completo.
Autor: Miguel Lucas
Licenciado em Psicologia. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.
Licenciado em Psicologia. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.

Fonte: www.pulodogato.parkour.com.br
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